quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Novidade de última hora

Não queria ser eu a dar esta notícia, mas por que razão continuamos a celebrar o dia de nascimento de um indivíduo que morreu há 1980 anos?
Pior: daqui a 40 dias estamos a celebrar a sua morte.
Decidam-se!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Distribuição equitativa de flyers

Queria dizer que estou extremamente indignado, atingindo nível 8.3 da escala de Marinho Pinto.

Aproximava-me eu de um rapaz que distribuía publicidade na rua, talvez rastreio visual grátis, ou 10% de desconto em meio perfume seleccionado... bem, não interessa! O que interessa é que me aproximava para receber o papel que toda a gente estava a receber, o papel que ia encher de descontos o caixote do lixo mais próximo, e não é que o band... o publicista opta por não me dar o papel a mim!
Mas que é isto?
Qual é o critério de selecção deste especialistas de esquina em entrega de pedaços de celulose?
"Ui, dos 8000 papéis que tenho para entregar, acho que não vou dar um a este indivíduo. É desperdício."

É que nem me deu oportunidade para recusar!

 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Swing monogâmico

Ao abrigo das muitas questões que me colocam (e não, não atendo em casa), e por já se terem apercebido que aqui há respostas para o que realmente interessa, vou fazer por ir respondendo a algumas delas.

Questão do dia: Como apimentar o romantismo num casal esquizofrénico?

Resposta extremamente inteligente: Averiguar o que os faz virar do capacete, provocá-los para virarem do capacete ao mesmo tempo, colocá-los num quarto com motivos de veludo e música do Barry White, praticarem sexo escaldante e, no fim, acharem que estiveram num bacanal com prostitutas e marinheiros.

Moral: Se o puderes fazer, faz muito. Se, para o fazeres, precisas de muitos, então arranja um que seja outros.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ich bin ein Berliner

Algures em Berlim, fim da tarde do dia 9 de Novembro de 1938

Um homem poisa o livro do momento, de seu título Mein Kampf, e profere, para si, a seguinte frase:
- Estava a ver que não! Alguém que trate daqueles parasitas!
Dirige-se à cozinha, onde se encontra a esposa, e informa:
- Esther, vou para a sinagoga.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Disfunção eréctil e 11 de Setembro

Tenho para mim que as farmacêuticas deviam distribuir um DVD com as imagens das torres a caírem juntamente com os comprimidos para combater a disfunção eréctil.
Digamos que serviria como plano de recurso.
Deste modo, sempre que as drageias não surtam efeito, o homem coloca o DVD e diz:
"Vês, aquelas torres eram de aço e cimento e nem com dois aviões a chegarem-se elas se mantiveram em pé."

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Moby Dick Was a Sardine

Ideia para livraria de best-sellers:

Na livraria 'Moby Dick Was a Sardine' os clientes não deambulam pelos corredores, não percorrem as estantes, não cheiram as lombadas.
Na livraria 'Moby Dick Was a Sardine' não encontramos corredores, não vislumbramos estantes, não vemos lombadas.
Na livraria 'Moby Dick Was a Sardine' os livros estão expostos numa espécie de ilha gigante, de face para cima, encavalitados uns nos outros, e guardados pelo livreiro e proprietário Moreau.

A livraria é rodeada a toda a volta por uma varanda corrida, a uma distância de cerca de três pisos.
Os clientes apenas podem apreciar a livraria da varanda.
Os clientes que quiserem comprar livros têm que entrar num dos quinze mini-faróis dispostos na varanda.
Dentro do farol, encontramos todo o material necessário para a transacção: uma cana de pesca, um terminal com RFID, uma caixa de verga com a insígnia da loja (onde se lê: "Oh, my cod! I survived Moby's Dick") e um marcador espinhoso.

As regras da compra são simples: o cliente pega na cana de pesca (em que o fio não é fio, somente goma viscosa do género 'Pega-Monstro'), selecciona o artigo a adquirir e tenta pescá-lo. Segundo a política da loja, se o cliente pescar o livro à primeira tentativa, tem 30% de desconto; à segunda, 20%; à terceira, 10%; às quarta e quinta, zero.
A partir da sexta tentativa, o livreiro Moreau opta por uma de duas hipóteses: ou bane temporariamente o cliente por azelhice, enviando-o para a Ribeira de Alge durante duas semanas, para apanhar robalos com as mãos; ou traz ele o livro até ao cliente, num elevador próprio, com a particularidade de lhe colocar o livro no cesto de verga, logo seguido de três tabefes com um rabo de bacalhau.

A mezzanine do livreiro Moreau tem uma alta taxa de satisfação, até porque os clientes acabam todos por ser esbofeteados pelo fiel amigo, sempre que falham a pesca do livro de reclamações (estrategicamente colocado sob 433 exemplares do último livro de José Rodrigues dos Santos).

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Patentear o passado

Perante esta ligação, o Javali teve ideias:
  • Obter direitos de autor pela invenção da roda:
Eu não tenho culpa que o acaso me tenha feito existir apenas no séc. XX. Tenho a convicção firme de que, se tivesse vivido no final do Neolítico, teria dito: "Pcht, oub'lá ó Martins [nome comum da cultura de Maikop], por que não transportas tu essa caçada de javalis em cima do meu carro de rolamentos de pedra lascadinha. Assim não dás cabo das cruzes e podes voltar a ser bípede. Lá está, é da maneira que deixas de te queixar das sodomizações [prática comum da cultura de Maikop]."
  • Mudar o nome de Marxismo para Javalinismo: 
Como continuo sem perceber o porquê de umas pessoas nascerem antes das outras, sem pedirem autorização aos vindouros para poderem inventar coisas e cenas que esses poderão querer inventar, digo que pensei no Marxismo antes de Marx.
No Javalinismo, queria eu dizer.
O barbudo de Trier pensou nos pobrezinhos quando contava quase com 30 anos, enquanto eu pensei neles quando tinha 14. Bem, não em todos os pobrezinhos, que são muitos, mas como tinha que começar por algum lado, pensei em iniciar comigo.
Como qualquer grande quadro ideológico, este também nasceu da necessidade (e do 'bué da' tempo livre):
Todos os fins de tarde sentava-se em frente à TV a ver o Marés Vivas e questionava-me (depois de uma sessão de auto-satisfação, obviamente):
"Como é que um gajo pode deglutir uma gaja como a Erika Eleniak?"
 E nada!
Os dias passavam e rien.
Aconteceu até ir correr para a praia com um meco de sinalização ao pescoço (que era o mais próximo que existia das bóias de salvação do programa televisivo) para ver se chovia alguma coisa.
Quando folheava a Super Pop de Julho de 1993, deparei-me com a realidade: a Erika namorava! E não era um namorado qualquer: era rico!
Foi aí que desenvolvi aquilo a que as pessoas chamam (erradamente) de Marxismo. Não desenvolvi imediatamente, pois a Super Pop daquele mês trazia um poster central da Erika e fiz um intervalo no WC mais próximo.
Bem, havia uma solução óbvia: tornar-me rico. Mas como era um gajo cool não queria correr o risco de me poder tornar num filho da puta.
Ora, se só os ricos (esses opressores) tinham acesso a gajas boas, tínhamos que mudar de paradigma: os pobrezinhos também deviam ter direito a comer gajas boas.
A ideia era muito simples: abolir a posse de Erika's (propriedade privada) em favor da colectivização das mesmas.
Como o Marxismo, também o Javalinismo tem muitos adeptos teóricos e muito poucos praticantes.
A culpa também é minha, que não me exprimo muito bem, sobretudo desde o dia em que propus ao Tomás, o meu amigo do râguebi, para partilhar a Celeste com os amigos.
É muito difícil discursar sem incisivos e caninos, e quando as palavras parecem todas compostas por éfes.