No dia em que se anunciou o Prémio Nobel para mais uma autora que apenas 3 portugueses conheciam, eis se não quando o "escritor" em part- time barra "jornalista" só no cartão, decide abrir a boca para fazer aquilo que sabe melhor: cocó.
Entretanto, já se redimiu e escreveu de um dia para o outro o seu novo romance, desta vez numa trilogia de 6 volumes, cujo primeiro conta com 896 páginas.
O sabichão Tomás Noronha, o maior e melhor criptógrafo do mundo e que vive em Lisboa, onde, qual Zezé Camarinha da Bica, come as melhores estrangeiras que por cá passam. Tudo ia bem (já mencionei que ele é o maior e o melhor e todo bom?), até que se realizam eleições.
Tomás decide investigar as listas de deputados eleitos e depara-se com um nome que reconhece de certos e determinados meandros secretos - Quintanilha.
É então que decide investigar. Diz-se sociedade secreta "a" Quintanilha ou "o" Quintanilha? Se era a já a quinta, o que teria acontecido às 4 anilhas anteriores? Quem as teria destruído? Teria sido o famoso judeu?
Não percam este... esta... est... diz-se este romance ou esta merda?
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Pedro Frases Feitas
Ele está de regresso, mesmo a tempo do Verão.
Um livro que é ideal para quem quer ir à praia mas não gosta de ir à água, pois vai deixar-vos molhadinhas à mesma.
Um livro que é ideal para quem quer ir à praia mas não gosta de ir à água, pois vai deixar-vos molhadinhas à mesma.
Pedro Frases Feitas em "Queres (inserir banalidade ao gosto do leitor desesperado por sentimentos profundos) todos os dias?"
Segundo a descrição em sites, este é um romance a duas vozes, e eu pergunto-me se não são todos, quando se trata deste senhor. A primeira é a minha, quando vejo alguém a ler isto:
- Porquê? Até o consultório sentimental da Maria tem mais sumo!
- Ah, mas este é profundo e visceral ao mesmo tempo.
- Ai sim? Olha, prometo amar-te todos os dias: flores, olhares, pés entrelaçados no sofá, passeios à beira mar e encher-te a boca cheia de...
- Seu porco!
- E se eu te disser por carta? É mais romântico?
Não consegui continuar este diálogo porque fui expulso do comboio em Coimbrões. Pela oitava vez.
As pessoas reagem com nojo a frases sentimentais terra a terra quando são ditas na sua cara. Acontece-me o mesmo com certos livros.
- Porquê? Até o consultório sentimental da Maria tem mais sumo!
- Ah, mas este é profundo e visceral ao mesmo tempo.
- Ai sim? Olha, prometo amar-te todos os dias: flores, olhares, pés entrelaçados no sofá, passeios à beira mar e encher-te a boca cheia de...
- Seu porco!
- E se eu te disser por carta? É mais romântico?
Não consegui continuar este diálogo porque fui expulso do comboio em Coimbrões. Pela oitava vez.
As pessoas reagem com nojo a frases sentimentais terra a terra quando são ditas na sua cara. Acontece-me o mesmo com certos livros.
quinta-feira, 26 de março de 2015
A Última Papa
Morreu Luís Miguel Rocha. Depois de Herberto Helder, outro autor português morre na mesma semana.
Colocar Luís Miguel Rocha e Herberto Helder na mesma frase só é possível perante 3 cenários: lançaram um livro na mesma semana; estão no catálogo da mesma editora; faleceram em datas próximas. Infelizmente, foi a última e só possível devido à maior das crueldades da humanidade: a doença.
Tive oportunidade, enquanto livreiro, de conversar, ainda que fortuitamente, com o autor. Simpático, acessível e sempre de bom humor.
Enquanto escritor, não é do meu agrado. Como costumava dizer, joga na segunda divisão de José Rodrigues dos Santos e de Dan Brown. Porém, os três jogam também um desporto diferente de Herberto Helder. O poeta joga a 10 no Barcelona de Guardiola, enquanto os 3 jogam a suplentes na selecção nacional de boccia. Sim, é verdade que dá mais prémios a Portugal, mas não é por isso que vou perder o meu tempo a ver.
Dito isto, gostaria de dedicar a Luís Miguel Rocha um remake do seu livro, como é apanágio deste que se assina.
(Coloquem uma voz de trailer de cinema)
Conheçam "A Última Papa", um thriller que revela o plano secreto desse grupo restrito de pessoas - OS PAIS - e que têm um propósito escondido para os seus filhos.
Zezinho, um bebé que está prestes a fazer 4 meses, vai ver o seu mundo desabar, quando Marlene e Toni, seus pais, lhe apresentam... A Ultima Papa! Depois disso, Zezinho terá que começar a comer, pasmem-se, sopa
- Uááááááá!!!! - grita o Zezinho.
Couves!
- Uéééé! - varia o choro o Zezinho.
E fruta esmigalhada!
- Gu gu dá dá! - fica agradado o Zezinho.
Mas não é papa!
- Uáááááá! - repete-se o Zezinho.
Venha conhecer "A Última Papa", o plano diabólico dos pais de alimentar os filhos com coisas que sabem menos bem que as papas.
Até breve, Luís.
Colocar Luís Miguel Rocha e Herberto Helder na mesma frase só é possível perante 3 cenários: lançaram um livro na mesma semana; estão no catálogo da mesma editora; faleceram em datas próximas. Infelizmente, foi a última e só possível devido à maior das crueldades da humanidade: a doença.
Tive oportunidade, enquanto livreiro, de conversar, ainda que fortuitamente, com o autor. Simpático, acessível e sempre de bom humor.
Enquanto escritor, não é do meu agrado. Como costumava dizer, joga na segunda divisão de José Rodrigues dos Santos e de Dan Brown. Porém, os três jogam também um desporto diferente de Herberto Helder. O poeta joga a 10 no Barcelona de Guardiola, enquanto os 3 jogam a suplentes na selecção nacional de boccia. Sim, é verdade que dá mais prémios a Portugal, mas não é por isso que vou perder o meu tempo a ver.
Dito isto, gostaria de dedicar a Luís Miguel Rocha um remake do seu livro, como é apanágio deste que se assina.
(Coloquem uma voz de trailer de cinema)
Conheçam "A Última Papa", um thriller que revela o plano secreto desse grupo restrito de pessoas - OS PAIS - e que têm um propósito escondido para os seus filhos.
Zezinho, um bebé que está prestes a fazer 4 meses, vai ver o seu mundo desabar, quando Marlene e Toni, seus pais, lhe apresentam... A Ultima Papa! Depois disso, Zezinho terá que começar a comer, pasmem-se, sopa
- Uááááááá!!!! - grita o Zezinho.
Couves!
- Uéééé! - varia o choro o Zezinho.
E fruta esmigalhada!
- Gu gu dá dá! - fica agradado o Zezinho.
Mas não é papa!
- Uáááááá! - repete-se o Zezinho.
Venha conhecer "A Última Papa", o plano diabólico dos pais de alimentar os filhos com coisas que sabem menos bem que as papas.
Até breve, Luís.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
A Teoria de Tudo

Fogo, e quando dava a Lotação Esgotada nas noites de 4ª feira, na RTP1? Era mesmo isso...
Hoje trago-vos o livro que inspirou um dos filmes dos óscares, não sei bem qual, mas é um deles.A Teoria de Tudo de Stephen, o King parte de um questionário científico:
- Gostavas de saber tudo?
- Sim - diz o leitor imaginário.
- E queres saber o que está incluído em tudo?
- Sim - diz o eco do primeiro leitor imaginário.
- Está tudo. Vamos a isso?
- Sim - respondeu a bola de naftalina que estava dentro do blaser de Stephen.
- Era uma vez tudo. E em tudo estava tudo, tipo, mesmo tudo. E pronto, é tudo. Fim.
- O quê? Não há mais nada? - questionou uma lombriga que assomou à ponto do nariz de Stephen.
- Do nada trato no próximo livro. Ah, faltava a bibliografia: Toda."
Tudo de bom.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
As 50 Sombras de Salgado
Por falar em cancro, podemos falar do BES?
Acaba de sair um livro que mostra as conversas secretas dentro do clã Espírito Santo e que, curiosamente, tem um tom que envergonharia as fãs das "Sombras de Grey". Chama-se "As 50 Sombras de Salgado" e contém conversas como a que se segue:
- Ricci, podes falar?
- Ricki, deixa-me só vestir as calças.
- Ui, pode ser mesmo assim, querido!
- O quê?
- Quero falar-te do buraco.
- Do nosso?
- Yah! Mas que pode deixar de o ser.
- Não me digas que vais fazer a operação. Já não bastava aquele branqueamento...
- Nah! Nada disso! Acabei de falar com aquele que gosta de fazer como os "coelhos", if you know what I mean.
- Ouve, mas isso pode sobrar para os contribuintes. O Costa meteu-os a todos de costas, if YOU know what I mean.
- Sim, mas quando o buraco já é grande sente-se menos.
- Ui que boa ideia, meu querido. Ainda bem que não vesti as calças. Queres passar por cá?
- Claro! Prepara o caviar, o champanhe e as algemas.
- Eh! Eh! Só as usamos mesmo para brincar....
Boas leituras.
Acaba de sair um livro que mostra as conversas secretas dentro do clã Espírito Santo e que, curiosamente, tem um tom que envergonharia as fãs das "Sombras de Grey". Chama-se "As 50 Sombras de Salgado" e contém conversas como a que se segue:
- Ricci, podes falar?
- Ricki, deixa-me só vestir as calças.
- Ui, pode ser mesmo assim, querido!
- O quê?
- Quero falar-te do buraco.
- Do nosso?
- Yah! Mas que pode deixar de o ser.
- Não me digas que vais fazer a operação. Já não bastava aquele branqueamento...
- Nah! Nada disso! Acabei de falar com aquele que gosta de fazer como os "coelhos", if you know what I mean.
- Ouve, mas isso pode sobrar para os contribuintes. O Costa meteu-os a todos de costas, if YOU know what I mean.
- Sim, mas quando o buraco já é grande sente-se menos.
- Ui que boa ideia, meu querido. Ainda bem que não vesti as calças. Queres passar por cá?
- Claro! Prepara o caviar, o champanhe e as algemas.
- Eh! Eh! Só as usamos mesmo para brincar....
Boas leituras.
domingo, 25 de janeiro de 2015
História bonita de um javali e do gato que o ensinou a gamar
Domingo. A SIC e a TVI já não passam filmes à tarde. E que tal um livrinho para alegrar o dia? Eu sei, não é tão passivo, mas não é assim tão digno ser passivo.
"História bonita de um javali e do gato que o ensinou a gamar" de Luis Sevulva começa assim:
"Há muito, muito, tempo atrás, sei lá, há umas duas semanas, nasceu um bonito javali. A sua formosura era de tal ordem que todas as pessoas sonhavam com os seus presuntos num pedaço de broa.
Certo dia, foi rebarbar os chispes ao Jóni, o gato esteticista. A porta estava fechada e Jóni chorava à porta:
- A ASAE fechou-me o estaminé. Descobriram o stock de unhas pretas que eu uso para o chá.
O bonito javali afastou a bela franja para trás de uma das orelhas e olhou-o de lado, com muito estilo:
- Yah, que cena, tipo, pouco e, sei lá, tipo, down. Em bué.
Jóni não percebeu, mas viu ali uma oportunidade:
- Sabes, podias ajudar-me. Eu estou velho e cansado, mas podia ensinar-te como ajudares-me e ajudar outros.
- Como?
- Na arte do gamanço. Tiras a quem tem e dás a quem não tem.
- Ah, yah, do género aquele men dos bosques.
- O Joaquim, o pedófilo?
- Não, tipo, o Robin.
E foi assim que o bonito javali viveu o seu belo destino: a gamar. Começou por gamar bens, mas depressa sentiu que o materialismo não era com ele. Utilizou a sua formosura para gamar a dignidade de todos os casamentos das redondezas, com o intuito de tornar os pobres em ricos. Mais especificamente, em tornar a vida das pobres donzelas em ricas experiências ao nível do chavascal.
E toda a região viveu uma eternidade de crescimento: da virilidade do javali e das hastes dos homens."
Certo dia, foi rebarbar os chispes ao Jóni, o gato esteticista. A porta estava fechada e Jóni chorava à porta:
- A ASAE fechou-me o estaminé. Descobriram o stock de unhas pretas que eu uso para o chá.
O bonito javali afastou a bela franja para trás de uma das orelhas e olhou-o de lado, com muito estilo:
- Yah, que cena, tipo, pouco e, sei lá, tipo, down. Em bué.
Jóni não percebeu, mas viu ali uma oportunidade:
- Sabes, podias ajudar-me. Eu estou velho e cansado, mas podia ensinar-te como ajudares-me e ajudar outros.
- Como?
- Na arte do gamanço. Tiras a quem tem e dás a quem não tem.
- Ah, yah, do género aquele men dos bosques.
- O Joaquim, o pedófilo?
- Não, tipo, o Robin.
E foi assim que o bonito javali viveu o seu belo destino: a gamar. Começou por gamar bens, mas depressa sentiu que o materialismo não era com ele. Utilizou a sua formosura para gamar a dignidade de todos os casamentos das redondezas, com o intuito de tornar os pobres em ricos. Mais especificamente, em tornar a vida das pobres donzelas em ricas experiências ao nível do chavascal.
E toda a região viveu uma eternidade de crescimento: da virilidade do javali e das hastes dos homens."
Bom Domingo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Previsões para 2015: Astrologia e Guia do Livro
O Javali de Vladivostok acabou de adquirir os direitos sobre a editora PruX Táta, que passará a publicar em exclusivo por estas bandas.
Eis o primeiro título do ano:
PruX Táta - Previsões para 2015: Astrologia e Guia do Livro
Para os chineses, vamos entrar no ano da cabra, o que é bom para pessoas como eu, com ascendência em Javali, e que têm dificuldade em encontrar o amor consentido.
Vamos às 10 previsões livreiras para 2015:
#1 - Murakami não vai ganhar o prémio Nobel. Porém, será o favorito.
#2 - Miguel Sousa Tavares vai escrever um livro sobre Miguel Sousa Tavares, esse herói das letras portuguesas.
#3 - Pedro Chagas Freitas vai bater o recorde do Guiness de sessões de autógrafos em mercearias tradicionais e Lidl's.
#4 - José Rodrigues dos Santos vai escrever um livro e, naturalmente, dominar um tema que até então desconhecia, passando a ser sumidade e detentor da verdade absoluta.
#5 - Jesus vai abandonar Alexandra Solnado, trocando-a por Maria Helena.
#6 - Margarida Rebelo Pinto não falece.
#7 - Daniel Oliveira vai perder-se no seu guião de perguntas. Num beco sem saída, é violado por um sem-abrigo, que lhe diz: "Ora deixa cá ver o que diz o teu olho."
#8 - Pilar del Rio vai encontrar uma lista de compras escrita por Saramago e publicá-la como um novo romance.
#9 - Herberto Helder vai publicar um livro com mais do que uma edição e os fãs vão apodá-lo de vendido. #hipster
#10 - A direcção do Ipsilon do Público emite uma norma, que diz assim: "Os colaboradores não podem colocar nas listas de melhores do ano livros dos seus amigos." A secção de livros, atarantada, comete hara kiri colectivo.
domingo, 16 de novembro de 2014
Garganta - Volume 1
Domingo. Dia de encher a pança e a alma.
Hoje trazemos a "Garganta", o primeiro número da revista literária da PruX, toda ela em áudio e com o alto patrocínio da Associação Nacional de Gaguez Ambulante (ANGA), à qual gostaríamos desde já agradecer o fornecimento de locutores.
O tema deste mês é: "Repetições em literatura".
Vejamos um excerto do conto de Afonso Cruz "O longe é o perto passo a passo" na voz de San... San... San... San... Sandro Porra! e no qual, por erro técnico, ouve-se a voz do técnico de som (no texto, entre parentesis rectos]:
"A noite é o com... com... com... com
[salta a frase]
depressa se forma na men... men... men... men...
[avança Sandro]
nunca o dia iniciou o dia, porque do escu... escu... escu... escu...
[anda, Sandro, só nos resta 20 minutos de tempo no estúdio]
escuro também Vladan, o faq... faq... faq... faq...
[Sandro, faq também para ti. Chiça!]
e o mujahedin libertou-se na san... san... san... san...
[Baza Sandro! Acabou o tempo!]
Bem-haja!
Hoje trazemos a "Garganta", o primeiro número da revista literária da PruX, toda ela em áudio e com o alto patrocínio da Associação Nacional de Gaguez Ambulante (ANGA), à qual gostaríamos desde já agradecer o fornecimento de locutores.
O tema deste mês é: "Repetições em literatura".
Vejamos um excerto do conto de Afonso Cruz "O longe é o perto passo a passo" na voz de San... San... San... San... Sandro Porra! e no qual, por erro técnico, ouve-se a voz do técnico de som (no texto, entre parentesis rectos]:
"A noite é o com... com... com... com
[salta a frase]
depressa se forma na men... men... men... men...
[avança Sandro]
nunca o dia iniciou o dia, porque do escu... escu... escu... escu...
[anda, Sandro, só nos resta 20 minutos de tempo no estúdio]
escuro também Vladan, o faq... faq... faq... faq...
[Sandro, faq também para ti. Chiça!]
e o mujahedin libertou-se na san... san... san... san...
[Baza Sandro! Acabou o tempo!]
Bem-haja!
sábado, 15 de novembro de 2014
As Mil Sagres Bebem-se Devagar
O regresso à PruX desta grande autora e, ainda por cima, num Sábado, só para provar que não é calona, ou calã, ou... Para provar que não é preguiçosa. Tem aquele problema, sim senhor, mas não é mandriona.
Margarida Rebél'ó Pito traz-nos As Mil Sagres Bebem-se Devagar, uma história que faz a apologia à vida regrada.
A protagonista do livro, também ela Margarida, tenta demonstrar às pessoas que a rodeiam que devemos regressar a certas tradições. Vejamos esta passagem:
- Lourenço, gostava de viver na época da 1ª República.
- Porquê, gostavas de viver numa época em que os políticos se batiam por ideais?
- Idei quê? Não, quando havia em Portugal 90% de população analfabeta e quem soubesse escrever era rei; ou rainha.
- Ah! Já tivemos esta conversa. Podes resolver o teu problema com um dicionário e uma gramática.
- Eu sei. Mas também sabes que as definições confundem-me. Então, agora, as palavras têm significados com outras palavras? E já viste bem o tamanho dos dicionários? Quem precisa de tantas palavras?
- Porque não usas uma app?
- Uma quê?
- Uma app de telemóvel com dicionário. Nem precisas de folhear; é só escrever a palavra que procuras.
- A sério? Vou já fazê-lo!
- O que é que estás a fazer?
- Estou a instalar a app.
- Eu disse no telemóvel; isso é uma estante!
- Ah! Como é um móvel e tem a TELEvisão em cima, pensei que também dava.
A não perder!
Margarida Rebél'ó Pito traz-nos As Mil Sagres Bebem-se Devagar, uma história que faz a apologia à vida regrada.
A protagonista do livro, também ela Margarida, tenta demonstrar às pessoas que a rodeiam que devemos regressar a certas tradições. Vejamos esta passagem:
- Lourenço, gostava de viver na época da 1ª República.
- Porquê, gostavas de viver numa época em que os políticos se batiam por ideais?
- Idei quê? Não, quando havia em Portugal 90% de população analfabeta e quem soubesse escrever era rei; ou rainha.
- Ah! Já tivemos esta conversa. Podes resolver o teu problema com um dicionário e uma gramática.
- Eu sei. Mas também sabes que as definições confundem-me. Então, agora, as palavras têm significados com outras palavras? E já viste bem o tamanho dos dicionários? Quem precisa de tantas palavras?
- Porque não usas uma app?
- Uma quê?
- Uma app de telemóvel com dicionário. Nem precisas de folhear; é só escrever a palavra que procuras.
- A sério? Vou já fazê-lo!
- O que é que estás a fazer?
- Estou a instalar a app.
- Eu disse no telemóvel; isso é uma estante!
- Ah! Como é um móvel e tem a TELEvisão em cima, pensei que também dava.
A não perder!
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
O Portas da Corrupção
Ó meu menino, não se brinca com esta temática!
Porquê?
Porque sim.
Porque sim não é resposta!
O Portas da Corrupção de Aldo Suxley mostra o lado mais obscuro do Facebook. É uma história de intriga, administradores de páginas corruptos e vistos gold.
Ao primeiro dia, Zuckerberg criou o Facebook e era bom. Porém, ainda no primeiro dia, mas da parte da tarde, outros valores se impunham. Zuckerberg tinha que transformar o Facebook numa máquina de fazer dinheiro. A ideia original era criar um espaço democrático virtual, mas depressa viu que as democracias se alimentam de pilim.
Quem beneficiou desta medida foi Johnny Portas, administrador da página de Facebook Submarines in my backyard. A sua página contava com mais de 10 milhões de seguidores mas, para os seus posts chegarem a todos os fãs, tinha que pagar ao senhor Zuckerberg.
Portas ficou indignado: não porque os seus posts não chegavam a toda a gente; mas porque pretendia que os seus posts chegassem a um número de pessoas seleccionadas por ele.
Marcou uma reunião com Zuckerberg e foi aí que se estabeleceu o princípio dos vistos gold. Sempre que Portas publicasse um post pago, saberia se as pessoas que lhe interessavam o tinham visto, através da mensagem 'visto', em tom dourado.
Grande parte dos 10 milhões de seguidores nunca veria esses posts e só saberia da sua existência quando fosse tarde de mais: duas horas depois ou, horror dos horrores, no dia seguinte.
Siga o pavor dos seguidores que não acompanham os posts, na hora, das suas páginas favoritas, tudo porque não tiveram direito a um visto gold.
Porquê?
Porque sim.
Porque sim não é resposta!
O Portas da Corrupção de Aldo Suxley mostra o lado mais obscuro do Facebook. É uma história de intriga, administradores de páginas corruptos e vistos gold.
Ao primeiro dia, Zuckerberg criou o Facebook e era bom. Porém, ainda no primeiro dia, mas da parte da tarde, outros valores se impunham. Zuckerberg tinha que transformar o Facebook numa máquina de fazer dinheiro. A ideia original era criar um espaço democrático virtual, mas depressa viu que as democracias se alimentam de pilim.
Quem beneficiou desta medida foi Johnny Portas, administrador da página de Facebook Submarines in my backyard. A sua página contava com mais de 10 milhões de seguidores mas, para os seus posts chegarem a todos os fãs, tinha que pagar ao senhor Zuckerberg.
Portas ficou indignado: não porque os seus posts não chegavam a toda a gente; mas porque pretendia que os seus posts chegassem a um número de pessoas seleccionadas por ele.
Marcou uma reunião com Zuckerberg e foi aí que se estabeleceu o princípio dos vistos gold. Sempre que Portas publicasse um post pago, saberia se as pessoas que lhe interessavam o tinham visto, através da mensagem 'visto', em tom dourado.
Grande parte dos 10 milhões de seguidores nunca veria esses posts e só saberia da sua existência quando fosse tarde de mais: duas horas depois ou, horror dos horrores, no dia seguinte.
Siga o pavor dos seguidores que não acompanham os posts, na hora, das suas páginas favoritas, tudo porque não tiveram direito a um visto gold.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Quem disser o contrário é porque é c*brão
Chiça, parece que foi ontem!
Não é que já passaram 5 semanas desde que o Murakami perdeu o prémio nobel?
A PruX oferece hoje um manual que não é automático. Quem disser o contrário é porque é c*brão de O Mário é do Car*lho é um guia de escrita de ficção que é, ao mesmo tempo, um livro de ficção.
Confusos?
Eu também!
Vou tentar explicar. Trata-se de um almanaque que explica em 12 passos como deixar um leitor agarrado à ficção:
1. Gancho: prender logo o leitor, escondendo uma substância aditiva na página da dedicatória, por exemplo, besuntá-la com LSD.
2. Filtros: ter duas páginas com picotado para filtros porque dá bué estilo ler e fumar.
3. Enfrentar o elefante: o livro deve deixar o leitor desconfortável e a ter que enfrentar o elefante na sala. Com a substância do ponto 1 a fazer efeito será mais fácil, e é muito giro ver elefantes magenta a voar numa sala de 12 metros quadrados.
4. Fornecer oásis literários: depois do impacto inicial, o leitor deve sentir que teve um benefício por ter enfrentado o elefante, como caminhar por um deserto e encontrar finalmente água.
5. Esquecer o elefante: incluir uma história ainda mais espatafúrdia sob pena de o leitor ainda vai estar a olhar para o elefante voador; ou pior, deixar o livro de lado para lamber rodapés. Aconselha-se o uso de onomatopeias para assustar o leitor, como rangidos desconhecidos ou sons de passos.
6. Água: não se esqueça de continuar a repor os níveis de sais minerais do leitor.
7. Entrar em mundos desconhecidos: fornecer pistas e pequenos vislumbres do desconhecido. O rangido vinha da porta da cozinha que era alérgica ao vento da marquise. Já o som de passos era de uma colónia de formigas que vivia debaixo do tapete da sala e estavam a coreografar Fred Astaire junto do microfone do Singstar.
8. Água: nunca esquecer a água, essencial para quem pratica maratonas de leitura.
9. Êxtase final: onde tudo se liga. O leitor chega à conclusão que está tudo conectado: o rangido da porta e o sapateado das formigas estão a deixá-lo maluco. Pega no fio que estava a prender o elefante e solta-o sobre as formigas. Antes de falecerem, as formigas ainda gozam com a cor do paquiderme e este, envergonhado, destrói a porta da cozinha, antes de se atirar pela janela da marquise, levando com ele todo o vento. O leitor não sente aragem nenhuma. O elefante ficou com todos os tipos de vento dentro dele. O leitor esconde-se na casa de banho aterrorizado porque causou o fim do vento. Desmaia junto do bidé com o microfone do Singstar na mão, ao som das Amarguinhas.
10. Recobro: o leitor acorda e não sabe em que lugar está. Tem apenas sede.
11. Sentimento de viagem: o livro tem que fazer com que o leitor sinta que fez uma viagem para o desconhecido, mesmo que seja para as traseiras de um bidé, ou um consultório clandestino em Banguecoque com um rim a menos.
12. O bom medo de regressar: por último, o livro tem que fazer o leitor sair de casa para procurar outro livro que alimente o seu vício. Tem que o fazer entrar numa livraria e perguntar por outro livro do mesmo autor e não se importar de estar nu e a coçar-se todo.
Não é que já passaram 5 semanas desde que o Murakami perdeu o prémio nobel?
A PruX oferece hoje um manual que não é automático. Quem disser o contrário é porque é c*brão de O Mário é do Car*lho é um guia de escrita de ficção que é, ao mesmo tempo, um livro de ficção.
Confusos?
Eu também!
Vou tentar explicar. Trata-se de um almanaque que explica em 12 passos como deixar um leitor agarrado à ficção:
1. Gancho: prender logo o leitor, escondendo uma substância aditiva na página da dedicatória, por exemplo, besuntá-la com LSD.
2. Filtros: ter duas páginas com picotado para filtros porque dá bué estilo ler e fumar.
3. Enfrentar o elefante: o livro deve deixar o leitor desconfortável e a ter que enfrentar o elefante na sala. Com a substância do ponto 1 a fazer efeito será mais fácil, e é muito giro ver elefantes magenta a voar numa sala de 12 metros quadrados.
4. Fornecer oásis literários: depois do impacto inicial, o leitor deve sentir que teve um benefício por ter enfrentado o elefante, como caminhar por um deserto e encontrar finalmente água.
5. Esquecer o elefante: incluir uma história ainda mais espatafúrdia sob pena de o leitor ainda vai estar a olhar para o elefante voador; ou pior, deixar o livro de lado para lamber rodapés. Aconselha-se o uso de onomatopeias para assustar o leitor, como rangidos desconhecidos ou sons de passos.
6. Água: não se esqueça de continuar a repor os níveis de sais minerais do leitor.
7. Entrar em mundos desconhecidos: fornecer pistas e pequenos vislumbres do desconhecido. O rangido vinha da porta da cozinha que era alérgica ao vento da marquise. Já o som de passos era de uma colónia de formigas que vivia debaixo do tapete da sala e estavam a coreografar Fred Astaire junto do microfone do Singstar.
8. Água: nunca esquecer a água, essencial para quem pratica maratonas de leitura.
9. Êxtase final: onde tudo se liga. O leitor chega à conclusão que está tudo conectado: o rangido da porta e o sapateado das formigas estão a deixá-lo maluco. Pega no fio que estava a prender o elefante e solta-o sobre as formigas. Antes de falecerem, as formigas ainda gozam com a cor do paquiderme e este, envergonhado, destrói a porta da cozinha, antes de se atirar pela janela da marquise, levando com ele todo o vento. O leitor não sente aragem nenhuma. O elefante ficou com todos os tipos de vento dentro dele. O leitor esconde-se na casa de banho aterrorizado porque causou o fim do vento. Desmaia junto do bidé com o microfone do Singstar na mão, ao som das Amarguinhas.
10. Recobro: o leitor acorda e não sabe em que lugar está. Tem apenas sede.
11. Sentimento de viagem: o livro tem que fazer com que o leitor sinta que fez uma viagem para o desconhecido, mesmo que seja para as traseiras de um bidé, ou um consultório clandestino em Banguecoque com um rim a menos.
12. O bom medo de regressar: por último, o livro tem que fazer o leitor sair de casa para procurar outro livro que alimente o seu vício. Tem que o fazer entrar numa livraria e perguntar por outro livro do mesmo autor e não se importar de estar nu e a coçar-se todo.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Margarida e o Mestre
A PruX gosta tanto da Margarida. E de bifanas.
Mikhail Balakov, esse grande autor búlgaro da década de 90, traz-nos Margarida e o Mestre, um livro de ficção científica que tem tudo para ser um clássico da culinária.
Margarida é uma escritora com créditos firmados no BES. Porém, como o comum dos mortais, não leu as letras miudinhas do crédito, que diziam:
"O spread diminui ou aumenta conforme a qualidade literária: se é bom diminui, se é mau dispara."
E foi assim que começou a pagar juros como ninguém na história da literatura.
Em tempos haviam-lhe falado da possibilidade de recorrer a um mestre, que a pudesse orientar no caminho da qualidade. Foi assim que Margarida conheceu Joaquim.
Joaquim falava-lhe de gelados, de cabritos e da garagem da vizinha, mas nunca de literatura. Margarida era paciente: tinha visto o Karate Kid em criança e sabia que encerar carros ou pregar tábuas foram úteis para dar um pontapé, ainda que coxo. Mas afinal não tinha nada a ver. Joaquim confessou-lhe que era mestre, não de literatura, mas de culinária.
Margarida ficou devastada. Saiu de casa a correr, a chorar e a chupar num gelado de framboesa.
A não perder!
Mikhail Balakov, esse grande autor búlgaro da década de 90, traz-nos Margarida e o Mestre, um livro de ficção científica que tem tudo para ser um clássico da culinária.
Margarida é uma escritora com créditos firmados no BES. Porém, como o comum dos mortais, não leu as letras miudinhas do crédito, que diziam:
"O spread diminui ou aumenta conforme a qualidade literária: se é bom diminui, se é mau dispara."
E foi assim que começou a pagar juros como ninguém na história da literatura.
Em tempos haviam-lhe falado da possibilidade de recorrer a um mestre, que a pudesse orientar no caminho da qualidade. Foi assim que Margarida conheceu Joaquim.
Joaquim falava-lhe de gelados, de cabritos e da garagem da vizinha, mas nunca de literatura. Margarida era paciente: tinha visto o Karate Kid em criança e sabia que encerar carros ou pregar tábuas foram úteis para dar um pontapé, ainda que coxo. Mas afinal não tinha nada a ver. Joaquim confessou-lhe que era mestre, não de literatura, mas de culinária.
Margarida ficou devastada. Saiu de casa a correr, a chorar e a chupar num gelado de framboesa.
A não perder!
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Orgulho e Preconceito em Isabel Jonet
Então foi apanhada uma senhora a conduzir um Alfa pendular?
Extraordinário! Espero que tenha sido a minha. Sempre seria mais fácil
manter-se dentro da sua faixa. Ah! Ah! Que belo momento jocoso!
Por falar em senhoras que gostaríamos de ver em linhas de comboios, a PruX acaba de publicar a autobiografia de Isabel Jonet - Orgulho e Preconceito.
Vejamos esta belíssima passagem, em que Isabel fala da sua missão:
"Ninguém é educado para a fome. Aliás, na Quinta da Marinha, onde cresci, existem muros enormes e cães alimentados a estômagos vazios, que não permitem que a fome entre na nossa educação.
Provavelmente, até foi por isso que aceitei o desafio de liderar o Banco Alimentar: para eliminar esse flagelo que são as pessoas com fome.
Este é o momento de dizer: Basta!
No colégio fui vítima de bullying porque os meus colegas ouviram-me a tratar por tu a minha mãe. Foi um lapso que só ocorreu uma única vez e eles não perdoaram.
E o bullying continua. Agora, sempre que tenho um evento de distribuição de comida, sinto-me a gorda da turma. Eu, que até já cortei em tudo o que é hidratos! Mas as pessoas, mesmo vendo que eu me sinto desconfortável, não são capazes de um gesto, dum sorriso... Nada! Uma pessoa pode ter fome, mas ainda assim tem que ser bem-educada.
Ainda noutro dia, fui insultada numa distribuição de comida. A comida estava pronta para ser entregue aos coitaditos, mas era preciso que a comunicação social tirasse umas fotos comigo em frente às paletes. Primeiro, quis ver como tinha ficado em todas as fotos; depois, obriguei todos os fotógrafos a trabalharem as fotos em Photoshop, de modo a parecer mais magra; no fim, começo a ser insultada. É um escândalo!
E só não houve violência porque parece que a fome tira força às pessoas. Olhe, aqui está uma grande ideia para o Passos colocar em prática."
Um grande testemunho!
Por falar em senhoras que gostaríamos de ver em linhas de comboios, a PruX acaba de publicar a autobiografia de Isabel Jonet - Orgulho e Preconceito.
Vejamos esta belíssima passagem, em que Isabel fala da sua missão:
"Ninguém é educado para a fome. Aliás, na Quinta da Marinha, onde cresci, existem muros enormes e cães alimentados a estômagos vazios, que não permitem que a fome entre na nossa educação.
Provavelmente, até foi por isso que aceitei o desafio de liderar o Banco Alimentar: para eliminar esse flagelo que são as pessoas com fome.
Este é o momento de dizer: Basta!
No colégio fui vítima de bullying porque os meus colegas ouviram-me a tratar por tu a minha mãe. Foi um lapso que só ocorreu uma única vez e eles não perdoaram.
E o bullying continua. Agora, sempre que tenho um evento de distribuição de comida, sinto-me a gorda da turma. Eu, que até já cortei em tudo o que é hidratos! Mas as pessoas, mesmo vendo que eu me sinto desconfortável, não são capazes de um gesto, dum sorriso... Nada! Uma pessoa pode ter fome, mas ainda assim tem que ser bem-educada.
Ainda noutro dia, fui insultada numa distribuição de comida. A comida estava pronta para ser entregue aos coitaditos, mas era preciso que a comunicação social tirasse umas fotos comigo em frente às paletes. Primeiro, quis ver como tinha ficado em todas as fotos; depois, obriguei todos os fotógrafos a trabalharem as fotos em Photoshop, de modo a parecer mais magra; no fim, começo a ser insultada. É um escândalo!
E só não houve violência porque parece que a fome tira força às pessoas. Olhe, aqui está uma grande ideia para o Passos colocar em prática."
Um grande testemunho!
A Espuma do Dias Loureiro
Ui, ui! Que tema tão polémico!
Sobretudo, se ainda estivéssemos em 2011.
A PruX traz A Espuma do Dias Loureiro de Boris Vian Ici, uma trama ainda mais intrincada do que a teia de Penélope, essa quase desavergonhada.
Sobretudo, se ainda estivéssemos em 2011.
A PruX traz A Espuma do Dias Loureiro de Boris Vian Ici, uma trama ainda mais intrincada do que a teia de Penélope, essa quase desavergonhada.
Trata-se de uma história em yo-yo, que mete um russo, o Dias Loureiro e muita espuma.
Dias Loureiro adorava as quartas-feiras; sobretudo as discotecas às quartas-feiras; sobretudo as festas da espuma nas discotecas às quartas-feiras; sobretudo gostava de vestir o sobretudo nas festas da espuma nas discotecas às quartas-feiras; sobretudo, o gajo que escreveu isto queria usar a palavra sobretudo com ambivalência: sobretudo e sobretudo.
Irra!
Dias Loureiro não sabia o que o levava a procurar as festas da espuma, mas não lhes resistia. Talvez lhe tenha fugido da memória mas, ainda petiz, os amigos lançavam bolinhas de sabão pelo ar enquanto o obrigavam a beber o excesso de espuma feita de Sonasol.
Foi numa dessas festas que conheceu um cientista russo: Pavlov. Imersos na branquidão da discoteca, Pavlov soube por Dias Loureiro a sua vertigem pela espuma. Disse-lhe:
- Posso fazer com que não tenhas que procurar a espuma fora de ti. Eu consigo fazê-la brotar de ti.
Dias Loureiro não podia acreditar. Era o seu sonho. Porém, vinha com um preço:
- Para isso acontecer, tenho que accionar um mecanismo para te fazer espumar automaticamente. Sempre que alguém te oferecer dinheiro, tens que cometer uma ilegalidade. Só assim espumarás.
E o resto é história.
Consta-se que ainda hoje continua a espumar, apesar de ser extremamente difícil de o fazer no seco clima das Ilhas Caimão.
A não perder!
Dias Loureiro adorava as quartas-feiras; sobretudo as discotecas às quartas-feiras; sobretudo as festas da espuma nas discotecas às quartas-feiras; sobretudo gostava de vestir o sobretudo nas festas da espuma nas discotecas às quartas-feiras; sobretudo, o gajo que escreveu isto queria usar a palavra sobretudo com ambivalência: sobretudo e sobretudo.
Irra!
Dias Loureiro não sabia o que o levava a procurar as festas da espuma, mas não lhes resistia. Talvez lhe tenha fugido da memória mas, ainda petiz, os amigos lançavam bolinhas de sabão pelo ar enquanto o obrigavam a beber o excesso de espuma feita de Sonasol.
Foi numa dessas festas que conheceu um cientista russo: Pavlov. Imersos na branquidão da discoteca, Pavlov soube por Dias Loureiro a sua vertigem pela espuma. Disse-lhe:
- Posso fazer com que não tenhas que procurar a espuma fora de ti. Eu consigo fazê-la brotar de ti.
Dias Loureiro não podia acreditar. Era o seu sonho. Porém, vinha com um preço:
- Para isso acontecer, tenho que accionar um mecanismo para te fazer espumar automaticamente. Sempre que alguém te oferecer dinheiro, tens que cometer uma ilegalidade. Só assim espumarás.
E o resto é história.
Consta-se que ainda hoje continua a espumar, apesar de ser extremamente difícil de o fazer no seco clima das Ilhas Caimão.
A não perder!
domingo, 9 de novembro de 2014
Agarra-o Agora
A PruX também trabalha ao Domingo. Sobretudo para ter algo a dizer
antes daquelas pessoas que colocam posts giríssimos, e que não irritam
nada, acerca do facto de amanhã ser 2ª feira. A sério, ninguém deseja o
vosso falecimento! Só eu! E, caso faleçam, que seja ao Domingo, para o
funeral ser na 2ª. É que eu odeio segundas-feiras!
Agarra-o Agora de GuGa Santos vem em seu auxílio.
Trata-se de um livro que é um livreiro à antiga: ajuda-o a saber escolher livros.
No fundo, é um livro de auto-ajuda que tem como lema "Confia no teu cocó." Eu sei que pode parecer um lema básico, mas o substantivo "cocó" é o que me vem à cabeça sempre que pego num livro de auto-ajuda. Aliás, na minha cabeça é sempre um adjectivo.
E mais: como ingiro muito pão, tenho muitos momentos em que preciso de auto-ajuda.
Mas este "cocó" tem consistência!
Agarra-o Agora de GuGa Santos vem em seu auxílio.
Trata-se de um livro que é um livreiro à antiga: ajuda-o a saber escolher livros.
No fundo, é um livro de auto-ajuda que tem como lema "Confia no teu cocó." Eu sei que pode parecer um lema básico, mas o substantivo "cocó" é o que me vem à cabeça sempre que pego num livro de auto-ajuda. Aliás, na minha cabeça é sempre um adjectivo.
E mais: como ingiro muito pão, tenho muitos momentos em que preciso de auto-ajuda.
Mas este "cocó" tem consistência!
O que GuGa Santos propõe é substituir todas as secções de uma livraria -
Romances, Novelas, Teatro, Matemática, História, Filosofia, Micologia,
etc. - por apenas duas:
A dos Livros-Peido e a dos Livros-Bufa.
Os Livros-Peido, diz o autor, são aqueles "que causam estrondo, polémica e muito ruido, com entrevistas dos autores por tudo o que é sítio. Os autores até ao Goucha vão! Um programa que levou as árvores preferirem ser papel higiénico em vez de livros! Enfim, tudo o que possa desviar a atenção do essencial: o livro. E no fim o que o livro oferece é apenas o estrondo incial: nada fica."
Os Livros-Bufa são os que interessam; são o que deixam rasto: na memória, na passagem de testemunho, no cheiro. "São os que vão para além dos livros, funcionam como os gases debaixo dos lençóis: quando pensas que o ambiente está controlado, eis que alguém os levanta e, sem querer, ficas com o quarto em quarentena de incenso e Air Wick."
Fica a sugestão.
Confia no teu cocó: Agarra-o Agora!
A dos Livros-Peido e a dos Livros-Bufa.
Os Livros-Peido, diz o autor, são aqueles "que causam estrondo, polémica e muito ruido, com entrevistas dos autores por tudo o que é sítio. Os autores até ao Goucha vão! Um programa que levou as árvores preferirem ser papel higiénico em vez de livros! Enfim, tudo o que possa desviar a atenção do essencial: o livro. E no fim o que o livro oferece é apenas o estrondo incial: nada fica."
Os Livros-Bufa são os que interessam; são o que deixam rasto: na memória, na passagem de testemunho, no cheiro. "São os que vão para além dos livros, funcionam como os gases debaixo dos lençóis: quando pensas que o ambiente está controlado, eis que alguém os levanta e, sem querer, ficas com o quarto em quarentena de incenso e Air Wick."
Fica a sugestão.
Confia no teu cocó: Agarra-o Agora!
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
A Vida Depravada de Estaline
Neste
dia que convida a um dilúvio bíblico de alertas laranjas, nada como
trazer um livro de um indivíduo que tinha olhos em todo o lado,
carniceiro e não gostava de judeus.
Não, não estou a falar de Deus. Trata-se apenas de Estaline.
Com quase tantos mortos no currículo como Deus, apenas perde para este naquela pequena questão da longevidade.
A Vida Depravada de Estaline de Lilly Marcou Mas Não Festejou conta-nos aquilo que ninguém quer saber: que há ditadores com prazeres iguais aos de pessoas que não gostam de provocar a morte a outras.
Não, não estou a falar de Deus. Trata-se apenas de Estaline.
Com quase tantos mortos no currículo como Deus, apenas perde para este naquela pequena questão da longevidade.
A Vida Depravada de Estaline de Lilly Marcou Mas Não Festejou conta-nos aquilo que ninguém quer saber: que há ditadores com prazeres iguais aos de pessoas que não gostam de provocar a morte a outras.
Não se faz!
É verdade que toda a gente sonha em chavascal com russas! A minha mãe não se cala com isso!
E as russas, ao contrário das brasileiras, não conseguem fazer chantagens com as esposas, por barreiras linguísticas.
Não estraguem temáticas bonitas!
Que se seguirá?
"Fotobiografia da Odete Santos em roupinhas sexys de colegial"
"Betty Grafstein na secção de MILF's no RedTube"
"Constança Cunha e Sá lava automóveis em fato de spandex"
"Leonor Pinhão é a Miss Fanática Record do mês de Novembro."
Aconselho vivamente a não comprarem isto.
É verdade que toda a gente sonha em chavascal com russas! A minha mãe não se cala com isso!
E as russas, ao contrário das brasileiras, não conseguem fazer chantagens com as esposas, por barreiras linguísticas.
Não estraguem temáticas bonitas!
Que se seguirá?
"Fotobiografia da Odete Santos em roupinhas sexys de colegial"
"Betty Grafstein na secção de MILF's no RedTube"
"Constança Cunha e Sá lava automóveis em fato de spandex"
"Leonor Pinhão é a Miss Fanática Record do mês de Novembro."
Aconselho vivamente a não comprarem isto.
domingo, 2 de novembro de 2014
Um Ano de Chocolate
Domingo. O dia da luxúria.
Hoje, também dia dos mortos, trazemos um livro que, se seguido à risca, pode aproximar-vos da campa de forma mais célere.
"Um Ano de Chocolate" da chef Luciana Abreu conta-nos a história de uma dieta que não é para todos. Trata-se de uma história de superação, de gravidez e de pensão de alimentos; e muito chocolate.
No prefácio, Fernando Mendes testemunha que também o chocolate lhe mudou a vida; não tanto como o cozido à portuguesa nem a cabidela, mas teve uma forte influência. Diz ele:
"Com um ano de chocolate a envolver o pernil de pata negra, comecei a sentir que algo maior estava à minha espera. Não precisei de procurar noutros locais, até porque parado eu próprio comecei a chegar a outras divisões da casa. Hoje, consigo lavar o rabo no bidé, enquanto esfrego o refego da pança no chuveiro."
Hoje, também dia dos mortos, trazemos um livro que, se seguido à risca, pode aproximar-vos da campa de forma mais célere.
"Um Ano de Chocolate" da chef Luciana Abreu conta-nos a história de uma dieta que não é para todos. Trata-se de uma história de superação, de gravidez e de pensão de alimentos; e muito chocolate.
No prefácio, Fernando Mendes testemunha que também o chocolate lhe mudou a vida; não tanto como o cozido à portuguesa nem a cabidela, mas teve uma forte influência. Diz ele:
"Com um ano de chocolate a envolver o pernil de pata negra, comecei a sentir que algo maior estava à minha espera. Não precisei de procurar noutros locais, até porque parado eu próprio comecei a chegar a outras divisões da casa. Hoje, consigo lavar o rabo no bidé, enquanto esfrego o refego da pança no chuveiro."
Um livro fino para o dia dos finados.
sábado, 1 de novembro de 2014
Na Shell a Olhar Por Mim
O Sábado pós-Halloween traz uma história de horror, perdição e octanas.
Na Shell a Olhar Por Mim de Marta Dartacão Gringo é a história verídica de uma ficção, no mínimo, estúpida.
Marta, uma adulta com mais de 35 anos e que ainda achava que a melhor noite se passava em discotecas, parou para abastecer numa bomba Shell, numa madrugada de "doidivanice".
Foi aí que reparou em Marco, o empregado que estava ao balcão, e sobretudo na forma como este perguntou:
- Quer aproveitar esta promoção de dois pacotes de Gorila por apenas dois euros?
Ela sentiu um sobressalto. Uma promoção só para ela. Nunca ninguém havia feito nada por ela. Já muitos haviam feito com ela. Mas por ela: nenhum. Ficou imediatamente apaixonada e não chegou a ver que o sobressalto que havia sentido tinha sido um reformado que atropelou à saída, que estava a verificar a pressão dos pneus.
Voltou diariamente à bomba, só para ver Marco, que agora lhe falava de promoções de Bollycaos, de Frizes de limão e, acima de tudo, dos dias em que a gasolina sem chumbo 95 estava mais barata 4 cêntimos. Marta, que tinha o depósito do seu carro atestado, começou a atestar o carro a desconhecidos, apenas para poder falar com Marco.
Foi aí que ela ganhou a alcunha de Madre Marta da Shell de Favões e Marco ganhou o prémio de vendedor do mês da zona norte de Favões.
Porém, chegou o dia da tragédia.
Marta, numa das madrugadas de "doidivanice", enganou-se e foi pôr gasolina à BP. Do outro lado de Favões, na Shell, acumulava-se uma fila de pessoas à espera da Madre Marta. Vendo que a santa gasolineira não chegava, as pessoas revoltaram-se e viraram-se contra Marco, incinerando-o ali mesmo, num espectáculo de fogo e gasolina que encheria de orgulho todos os fãs de Sónia Brazão.
Na Shell a Olhar Por Mim de Marta Dartacão Gringo é a história verídica de uma ficção, no mínimo, estúpida.
Marta, uma adulta com mais de 35 anos e que ainda achava que a melhor noite se passava em discotecas, parou para abastecer numa bomba Shell, numa madrugada de "doidivanice".
Foi aí que reparou em Marco, o empregado que estava ao balcão, e sobretudo na forma como este perguntou:
- Quer aproveitar esta promoção de dois pacotes de Gorila por apenas dois euros?
Ela sentiu um sobressalto. Uma promoção só para ela. Nunca ninguém havia feito nada por ela. Já muitos haviam feito com ela. Mas por ela: nenhum. Ficou imediatamente apaixonada e não chegou a ver que o sobressalto que havia sentido tinha sido um reformado que atropelou à saída, que estava a verificar a pressão dos pneus.
Voltou diariamente à bomba, só para ver Marco, que agora lhe falava de promoções de Bollycaos, de Frizes de limão e, acima de tudo, dos dias em que a gasolina sem chumbo 95 estava mais barata 4 cêntimos. Marta, que tinha o depósito do seu carro atestado, começou a atestar o carro a desconhecidos, apenas para poder falar com Marco.
Foi aí que ela ganhou a alcunha de Madre Marta da Shell de Favões e Marco ganhou o prémio de vendedor do mês da zona norte de Favões.
Porém, chegou o dia da tragédia.
Marta, numa das madrugadas de "doidivanice", enganou-se e foi pôr gasolina à BP. Do outro lado de Favões, na Shell, acumulava-se uma fila de pessoas à espera da Madre Marta. Vendo que a santa gasolineira não chegava, as pessoas revoltaram-se e viraram-se contra Marco, incinerando-o ali mesmo, num espectáculo de fogo e gasolina que encheria de orgulho todos os fãs de Sónia Brazão.
A não perder!
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Macacada
Ui, que medo! Uhhhhuhhhhh!
Hoje é 6ª feira, 31, dia de Halloween, com sons de corujas, bruxas a pairar e vampiros prontos para sugar... Já chega de falar no meu local de trabalho.
A PruX traz hoje uma história de terror e suspense, que envolve uma ponte destruída, chimpanzés e funambulismo.
A Bonita é uma moça que se acha feia. Um dia conhece um moço que lhe parece diferente e pergunta-lhe:
- Ouve lá, tu não és aquele actor famoso das novelas?
- Qual?
- Um que a minha mãe gosta muito e que bem bué de pêlo?
- Não, sou apenas um chimpanzé. Mas vou aproveitar essa informação para denunciar esse "actor" ao Sindicato de Macacadas, por estar a denegrir a nossa espécie, ao participar em novelas. Já ninguém respeita a tradição de catar e de atirar cocó à cara das pessoas.
- E andas aqui no liceu?
- Comecei hoje.
De repente, ouve-se um estrondo. A ponte 25 de Abril caiu. Diz o chimpanzé:
- Oh não, eles chegaram!
- Eles, quem?
- Os chimpampiros du soleil.
- Os quê?
- São uma espécie de chimpanzés que abominam pontes. Como foram raptados pelo circo quando eram pequeninos, não conheceram as boas maneiras da selva, e acham que apenas nos devemos locomover em cima de cordas. São funâmbulos.
- Andam a dormir?
- Não, caminham por cima de cordas.
- Alguém tem que resolver isto! Isto é um trabalho para o Super-Javalisomem. Só ele nos poderá salvar!
- Mas isso poderá significar o fim da minha espécie!
- Eh pá, a tua espécie já não tem razão de ser desde que apareceu a depilação brasileira.
- Ah, pois é! Venha ele!
Chimpanzés vampiros! Javalis lobisomens! Uma gaja insegura!
A não perder!
Hoje é 6ª feira, 31, dia de Halloween, com sons de corujas, bruxas a pairar e vampiros prontos para sugar... Já chega de falar no meu local de trabalho.
A PruX traz hoje uma história de terror e suspense, que envolve uma ponte destruída, chimpanzés e funambulismo.
A Bonita é uma moça que se acha feia. Um dia conhece um moço que lhe parece diferente e pergunta-lhe:
- Ouve lá, tu não és aquele actor famoso das novelas?
- Qual?
- Um que a minha mãe gosta muito e que bem bué de pêlo?
- Não, sou apenas um chimpanzé. Mas vou aproveitar essa informação para denunciar esse "actor" ao Sindicato de Macacadas, por estar a denegrir a nossa espécie, ao participar em novelas. Já ninguém respeita a tradição de catar e de atirar cocó à cara das pessoas.
- E andas aqui no liceu?
- Comecei hoje.
De repente, ouve-se um estrondo. A ponte 25 de Abril caiu. Diz o chimpanzé:
- Oh não, eles chegaram!
- Eles, quem?
- Os chimpampiros du soleil.
- Os quê?
- São uma espécie de chimpanzés que abominam pontes. Como foram raptados pelo circo quando eram pequeninos, não conheceram as boas maneiras da selva, e acham que apenas nos devemos locomover em cima de cordas. São funâmbulos.
- Andam a dormir?
- Não, caminham por cima de cordas.
- Alguém tem que resolver isto! Isto é um trabalho para o Super-Javalisomem. Só ele nos poderá salvar!
- Mas isso poderá significar o fim da minha espécie!
- Eh pá, a tua espécie já não tem razão de ser desde que apareceu a depilação brasileira.
- Ah, pois é! Venha ele!
Chimpanzés vampiros! Javalis lobisomens! Uma gaja insegura!
A não perder!
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Gestão Bancária para Totós
Porque a PruX também faz serviço púb(l)ico, hoje trazemos um livro de auto-ajuda, todo ele um manifesto de esperança.
Gestão Bancária para Totós de Ricardo Salgado é uma lufada de ar fresco no panorama do emprego em Portugal. Trata-se de um livro que demonstra que ainda há saídas profissionais no nosso país em crise; que ainda há futuro, mesmo quando o cargo termina.
O próprio autor define a sua profissão desta forma:
"Ser gestor bancário é um pouco como ser um consumidor de pornografia. Podemos fazer o que quisermos, esperamos que ninguém descubra e é garantido que vamos ver buracos."
A não perder!
Gestão Bancária para Totós de Ricardo Salgado é uma lufada de ar fresco no panorama do emprego em Portugal. Trata-se de um livro que demonstra que ainda há saídas profissionais no nosso país em crise; que ainda há futuro, mesmo quando o cargo termina.
O próprio autor define a sua profissão desta forma:
"Ser gestor bancário é um pouco como ser um consumidor de pornografia. Podemos fazer o que quisermos, esperamos que ninguém descubra e é garantido que vamos ver buracos."
A não perder!
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