quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Entrevista de Verão ao Messias

Farto de esperar pelo Verão, o Javali decidiu publicar uma entrevista (precisamente de Verao) com o nosso Messias, Jesus Cristo.

Qual o seu filme preferido?
A paixão de mim.

E livro?
O evangelho segundo eu, de José Saramago.

Qual o perfume que usa?
Aqua di dio.

Comida predilecta?
Gafanhotos com mel silvestre.

O que leva sempre quando viaja?     
Pregos, para substituir, e cuecas, para evitar descuidos com a túnica.

Quem levava para uma ilha deserta?
A Jéssica Athayde, se perdesse uns quilitos.

Qual a sua música favorita?
Eu superstar.

Qual o seu maior defeito?
Ser demasiado bom.

E maior qualidade?
Talvez o pénis. É divinal!

Quem é o seu ídolo?
Tenho que dizer que é o meu pai, até porque ele deve estar a ouvir.

Qual o seu lema de vida?
Espelho, espelho meu, existe alguém no reino de Deus mais belo do que eu?

Quem é o seu inimigo?
Branca de Neve. E Frei Hermano da Câmara.

Qual é o seu hobbie?
Ilusionismo.

Qual a sua viagem por realizar?
A Meca.  

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SMS histórica III

No cerco da Guerra de Tróia, Ulisses enviou uma mensagem ao rei sitiado, Príamo, com o seguinte conteúdo:

"Queres cavalo?"
Enviada em cerca de 1200-1400 a.C., ao fim da manhã

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pensamento para uma tarde de Outono

Se já elogiaste a tua cara-metade e tens somente 50% de eficácia, estes dois exemplos de diálogos são para ti:


- Parabéns! Esse souflê parece retirado duma revista culinária. Estás feita uma chef profissional;
- Obrigada! És um querido.

- Uau! Fazes felácios dignos de uma profissional.
- Filho da puta!

Não entendo!

SMS histórica II

Mais um documento revelado pelo Javali.
Na manhã seguinte à batalha de Alcácer Quibir (05-08-1578), um general enviou uma SMS ao rei D. Sebastião:

"Onde estás?"
ERRO: Não entregue em virtude de falha de rede por nevoeiro intenso

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

SMS histórica

O que fui descobrir!
Na madrugada do famoso discurso de Washington, Martin Luther King Jr. enviou uma SMS a Sigmund Freud:

"I have a dream"
Enviada em 1963-08-28 às 00:43 CET

sábado, 9 de agosto de 2014

Uma trinca na sabedoria popular

Amigos,
Tratem o multibanco como uma profissional do sexo - façam o que têm a fazer e bazem.
Não tentem estabelecer uma relação emocional com o dito - é inútil e aborrecido para quem vem depois.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tudo de bom



Indignação #381: Pessoas que desejam “Tudo de bom!”

Sempre que alguém me diz “Tudo de bom” fico furioso. É que eu não sei se existe da parte do outro desconhecimento ou deliberação. Antes que apareça nos jornais por algum acto violento, queria explicar a razão da fúria.
Desejar algo de bom a alguém não é mau: é bom. Agora desejar ‘tudo’ de bom não é mau: é péssimo. É relegar uma pessoa para uma monotonia de coisas boas. Desejar ‘Bom’ a alguém é desejar mais do que ‘Suficiente’ e menos do que ‘Muito Bom’. ‘Excelente’, nem pensar!
Ora, atribui uma classificação quem está na posse da tabela de avaliação. E a pessoa que o faz tem na sua posse o ‘Mau’, o ‘Medíocre’, o ‘Suficiente’, o ‘Bom’, o ‘Muito Bom’ e o ‘Excelente’. O ‘Mau’ e o ‘Medíocre’ é aquilo que é desejado nas nossas costas, logo, é uma classificação muda para o visado.
O ‘Suficiente’ é um conceito exclusivo dos avós que, como são doutro tempo, utilizam a expressão ‘Pelo menos’ como sinónimo de ‘Suficiente:
- Olha avó, já viste como ficou o meu coto depois do acidente lá na fábrica?
- Pois é! Que desgraça! Pelo menos, ainda tens trabalho.
Entramos na grande questão: o ‘Tudo de Bom’. No caso das pessoas que o fazem deliberadamente, estas gostam de classificar todos os aspectos da nossa vida como ‘boas’. Aliás, não classificam: profetizam. Desejam que, a partir do momento em que nos despedimos delas, a nossa vida futura tenha tudo de bom. O ‘Tudo de Muito Bom’ ou ‘Tudo de Excelente’ reservam para elas e hipotecam as nossas possibilidades de almejar tais propósitos.
Há momentos íntimos com a minha mulher que duram segundos (às vezes um minuto inteiro) que eu considero excelentes e que, segundo ela, são apenas medíocres. Ok, a média dá bom, mas eu acho que ela está a mentir.
Existe também quem emprega a expressão com desconhecimento. Pensa que ‘Bom’ é o máximo que se pode atribuir. Veja-se o que diz um amigo meu:
- Epá! Olha só para aquela. É toda ‘Boa’!
Eu replico:
- Calma lá, Ricardo! Toda, não! Tem uns bons quadris, quanto muito. Os lábios são suficientes. A amplitude dos ombros é medíocre. Já as glândulas mamárias são excelentes.
- Vai-te f*****, Bruno!
Cá está! As pessoas reagem mal à sua ignorância, ao desconhecimento do problema.
O que proponho é o seguinte: sejam específicos e sinceros. Eis alguns exemplos, quando se despedem de amigos:
- Gostei razoavelmente de te ver. Desejo-te três coisas suficientes para a tua vida profissional e uma boa vida em duas variantes ao lado da tua esposa medíocre.
- Acho excelente a ideia de emigrares. Seria péssimo para mim ter que fazer conversa sempre que nos encontrássemos. É que conhecemo-nos mediocremente.
- Até breve! Olha: 27% de coisas boas para os teus filhos, 13% de coisas suficientes para a tua relação e 8% de coisas péssimas para o teu trabalho.
Como eu não sei quem leu isto e fazendo médias e desvios padrões, desejo-vos: Tudo de bom!